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Em meio a uma crise financeira que assola o estado, uma revelação surpreendente emerge do Maranhão. Apesar das dificuldades econômicas que levaram ao aumento de impostos e taxas, o governo local, liderado pelo governador Carlos Brandão do PSB, segue com um plano controverso de gastar milhões em publicidade.


Agravamento da Crise e Resposta do Governo

O Maranhão, enfrentando uma grave crise financeira, viu recentemente medidas austeras serem adotadas pelo governo estadual. O governador Carlos Brandão, buscando equilibrar as contas, optou por aumentar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e as taxas para serviços e documentos administrativos. Essa decisão, que impacta diretamente a população, é uma resposta às crescentes dificuldades econômicas do estado.

A Controversa Licitação de Publicidade

Paradoxalmente, enquanto aperta os cintos em várias frentes, o governo do Maranhão mantém uma licitação que desafia a lógica econômica atual. Segundo informações exclusivas da Folha do Maranhão, está em andamento um processo de licitação conduzido pela Secretaria de Estado da Comunicação Social – SECOM. Este processo, iniciado no final de agosto, envolve a contratação de agências de publicidade, com um orçamento surpreendente de R$ 33 milhões.

Orçamento da SECOM

O orçamento da SECOM sob a administração de Brandão para o corrente ano foi estipulado em mais de R$ 73 milhões. No entanto, para o próximo ano, observa-se uma redução orçamentária significativa, com a previsão de gastos caindo para R$ 61,6 milhões – uma diminuição de mais de R$ 11 milhões. Apesar dessa redução, os gastos com comunicação no Maranhão continuam altos, especialmente considerando a situação econômica do estado.

O Contraste com a Realidade Socioeconômica do Maranhão 

O Maranhão, conhecido por ser o estado mais pobre da federação brasileira, enfrenta desafios econômicos contínuos. Esta não é a primeira vez que o ICMS é aumentado no estado, com o governo alegando problemas financeiros como justificativa. O contraste entre os gastos elevados em publicidade e a realidade de austeridade econômica levanta questões sobre as prioridades e a gestão de recursos públicos no estado.

A situação no Maranhão reflete um dilema enfrentado por muitos governos: como equilibrar a necessidade de comunicação eficaz com a realidade de recursos limitados e demandas sociais urgentes. O caso da licitação milionária para agências de publicidade, em um estado que simultaneamente enfrenta uma severa crise financeira e aumenta impostos, é um tema que merece atenção e debate público. Este episódio serve como um microcosmo das complexidades e desafios da governança no contexto brasileiro atual.
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